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Psicanálise e Medicina

  • Coordenação: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba
  • Periodicidade e horário: primeira e terceira terças-feiras do mês, às 20h30
  • Início: 04 de agosto de 2026
  • Formato: on-line

Tomando o vetor do gozo, vimos nos interrogando sobre o corpo, quer seja como superfície de inscrição de tudo o que se passa na experiência do ser falante, quer seja como suporte para a única substância que se pode depreender de uma singularidade, esteio do ser, a própria substância gozante, como lemos com Lacan no Seminário 20.

A prática dos analistas nos informa sobre os giros e as mutações nesse registro da satisfação, o que vem nos ensinando sobre as soluções singulares nas experiências de hospitalização e sofrimento.

Apoiados, portanto, na transferência – esse fenômeno único, capaz de permitir que uma experiência analítica se instale entre o praticante e o paciente – buscamos interrogar o que sustenta os efeitos analíticos mesmo em situações adversas, distantes do enquadre da sessão, cuja regularidade oferece tanta margem para o trabalho analítico.

Sabemos, com Freud e Lacan, que a transferência produz uma interseção inédita entre o amor e o saber. Pretendemos, portanto, aprofundar o tema da transferência para tentar extrair do amor o que opera nas mutações do enlace entre corpo e gozo.

Se o amor ao saber é uma das formas inaugurais da transferência, haveria outra perspectiva para pensar o amor de transferência desenganchado do desejo de saber?


Referências bibliográficas:
Lacan, J. (1967) Proposição de 9 de outubro de 1967. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
Miller, J.-A. El partenaire-síntoma. Buenos Aires: Paidós, 2008.
Miller, J.-A. Mutaciones de goce. Em: Sutilezas analíticas. Buenos Aires: Paidós, 2011. Cap. XI.

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Data

ago 18 2026

Tempo

20:30 - 22:30
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