PSICANÁLISE E MEDICINA

  • Coordenação: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba
  • Periodicidade e horário: Terças-feiras do mês (1as e 3as) – 20:30 – Formato híbrido
  • Início: 05 de agosto de 2025

As atividades do Núcleo de Psicanálise e Medicina se dão a partir do trabalho com material clínico trazido por seus próprios participantes, em decorrência de seus trabalhos em hospitais, consultórios, no âmbito da saúde mental etc. Nesse campo diverso, vemo-nos atravessados pelo tensionamento das questões concernentes ao par psicanálise e medicina, em uma perspectiva de junção e disjunção.

A partir dos registros recolhidos nesse campo de práticas tão diverso, onde circulam múltiplas discursos, podemos verificar a cada vez como a dimensão do gozo pode atestar a presença do falasser, do falante no corpo. E como daí se extraem os efeitos de presença da função-analista, em cada caso.

A teorização dos discursos, tal como proposta por Lacan no seminário O avesso da psicanálise, coloca-se como orientação para nossa investigação no próximo semestre, considerando que “o eixo da subversão analítica é o gozo como tal. Qual é a situação do gozo em nosso mundo?”, pergunta Laurent (1992), uma questão a ser renovada no trabalho do núcleo.

Referências bibliográficas:
BARROS, R. R. Sem standard mas não sem princípio. Em: HARARI, A.; CARDENAS, M.; FRUYER, F. (Orgs.) Os usos da psicanálise. Rio de Janeiro, 2003. p. 39-48.
Lacan, J. (1992). O seminário, livro 17: o avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Seminário original de 1969-1970).
LAURENT, Éric. (Org.). Lacan y los discursos. Buenos Aires: Ediciones Manantial, 1992. p. 11-43.
Miller, J.-A. Silet: os paradoxos da pulsão de Freud a Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
X