CLÍNICA E POLÍTICA DO ATO
- Coordenação: Leonardo Lopes Miranda e Sandra Landim
- Comissão de Coordenação: Camila Drubscky, Heloisa Shimabukuro e Ondina Machado
- Periodicidade e horário: Sextas-feiras do mês (2as e 4as) – 14:30 – Formato híbrido
- Início: 08 de agosto de 2025
No primeiro semestre de 2025 discutimos três casos clínicos de adolescentes motivados pelo tema de XII Enapol – Falar com a criança. Pudemos perceber que, para além do fator infantil que perpassa todos nós, o tempo da criança generalizada atinge mais diretamente os adolescentes, os seus responsáveis e a rede que os apoia. Não nos furtamos a pegar a onda da série Adolescência para, com ela, esclarecer a maneira como se entende a causa em psicanálise, desvinculando-a da culpabilização dos pais ou fazendo das redes sociais um bode expiatório. Discussão difícil, porém necessária, quando estamos comprometidos com o discurso analítico.
No segundo semestre que se inicia, pretendemos manter a discussão sobre o fator infantil em jogo nos casos de adultos e já começaremos a nos encaminhar para o Congresso da AMP de 2026 cujo tema é “A relação sexual não existe”. Quais as teorias infantis, crédulas na promessa de felicidade para todos, sustentam nos adultos a existência da proporcionalidade, da convivência harmônica e do gozo ilimitado?
Manteremos o funcionamento da pesquisa que, partindo do caso clínico, vai em busca de textos que nos esclareçam pontos teóricos relativos ao caso, para que novas questões se abram e nos façam aprender com o que não pode ser ensinado.