PSICOSE E SAÚDE MENTAL

  • Coordenação: Francisca Menta, José Marcos de Moura, Maria Antunes Tavares e Paula Borsoi
  • Periodicidade e horário: segundas e quartas terças-feiras do mês, às 19h30
  • Início: 9 de março

Nossa pesquisa do ano passado continua. Vamos desenvolver um percurso na constituição do parlêtre hoje, suas mudanças e, principalmente, seu corpo. O faremos acompanhando Gabriela Basz, na fascinante obra publicada em 2018, resultado de sua tese de doutorado: Cuerpo e psicoses en la época: aportes desde el teatro pós-dramático.

Nossas diretrizes permanecem:

  • Qual o estatuto do corpo na psicose?
  • Quais as consequências da descrença (Unglauben) do ter um corpo?
  • Qual o estatuto do corpo hoje?
  • Qual a importância da extração do objeto a para o ter um corpo?
  • Quais as consequências de estarmos frente a uma ordem simbólica debilitada na ordem do ter um corpo?

Lembrando que “o psicanalista não deve esquecer que os artistas que o precedem abrem uma nova perspectiva” (Basz, 2018). Ao mesmo tempo, “não se trata de tomar uma obra artística como um caso clínico, mas como um texto passível de ser analisado desde uma perspectiva psicanalítica, sem que isso implique em um reducionismo diagnóstico” (ibid).

O contato com a obra de arte é capaz de nos proporcionar a surpresa, o inusitado de uma situação, a vivência do acontecimento que dificilmente conseguimos transmitir com o nosso estudo teórico e a narrativa de nossa experiência da clínica. Mesmo quando fazemos a construção do caso clínico através de uma narrativa, algo parece borrar a reprodução discursiva, algo escapa da narrativa. O recurso à obra de arte, e o encontro dela com o singular de cada um de nós, nos causa a vivência do acontecimento. Mobilizando nossos afetos, interrogando nosso desejo, posicionando nossas angústias.


Referências bibliográficas
BASZ, G. Cuerpo e psicoses en la época. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2018.
LACAN, J. O Seminário, Livro 3: as psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
____. O Seminário, Livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Coordenação: Vicente Machado

Co-coordenação: Paula Borsoi

Periodicidade e horário: segundas e quartas terças-feiras do mês, às 19h30

Início:  24 de abril

Neste ano iniciaremos nossa pesquisa tentando seguir a partir do ponto onde nos encontrávamos ao terminar 2017. Procurávamos verificar a proposição de Yves Vanderveken em seu texto de orientação ao IX Congresso da AMP, de que toda a problemática da psicose ordinária tinha como ponto central a questão do recalcamento, a partir da oposição paradigmática encontrada na passagem de Édipo a Hamlet, tal qual Lacan a definiu em seu Seminário 6. Serão dois encontros para avançar neste problema.

Para a sequência, optamos por nos deixar afetar pela chuva de informações que certamente nos chegará durante nosso congresso em Barcelona, para então, posteriormente, traçar uma linha de pesquisa para os encontros seguintes do semestre, fazendo uma espécie de tempo para compreender o que de lá terá sido visto.

Como de costume, procuraremos articular a práxis clínica com o campo da saúde pública e seus impasses, a partir dos “Encontros abertos”, que acontecem semestralmente. Daremos sequência também às “Conversações virtuais entre Núcleos”, que atualmente ocorrem com o Núcleo de Santa Catarina.

Bibliografia inicial:

Lacan, J. O Seminário, Livro 6: O desejo e sua interpretação.

 

 

 

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