A criança e o discurso analítico – Curumim

A CRIANÇA NO DISCURSO ANALÍTICO – CURUMIM 

  • Coordenação: Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros e Maria Inês Lamy
  • Periodicidade e horário: segundas e quartas terças-feiras do mês, às 20h30
  • Início: 11 de agosto

Ao escolher como tema “A diferença sexual”, a NRCereda marca a posição da psicanálise nos debates contemporâneos. A discussão sobre a diversidade de gêneros convoca a localizar o que faz a diferença. É preciso tirar consequências do irredutível implicado no posicionamento de cada um quanto à escolha sexual.

Tendo como ponto de partida os artigos de Daniel Roy[1] e de Marie-Hélène Brousse[2], o Curumim propõe retornar aos textos de Freud e Lacan para colocar à prova os conceitos fundamentais da psicanálise à luz das injunções dos dias de hoje. Desdobraremos a discussão em quatro pontos de pesquisa:

  • Pulsão e objeto: como situar na escolha sexual os dois aspectos da identificação e do modo de gozo?
  • Falo e castração: qual a função da castração na diferença sexual?
  • Significação fálica e função fálica: o que muda em relação ao uso do pai como operador na significação fálica e na função fálica?
  • Sexuação precoce: o que está em jogo no processo de sexuação, desde muito cedo, quando a criança está às voltas com a fantasia e o sintoma da mãe?

Teremos como ponto de orientação a escuta clínica pois, como bem diz J. A. Miller[3], será fundamental nos deixarmos conduzir pelo saber da criança.


[1] ROY, D. “Quatro perspectivas sobre a diferença sexual” Cien Digital n. 23, 2019.
[2] BROUSSE, M. H. “O buraco negro da diferença sexual”, Cien Digital n. 23, 2019.
[3] MILLER, J. A. “A criança e o saber”, Cien Digital 11, janeiro de 2012.

Folha dos Núcleos